Cinco casos na PF do Rio interessam a Bolsonaro

O delegado Tácio Muzzi foi escolhido para assumir a superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, cargo que esteve no centro da crise que resultou na saída do ex-ministro Sergio Moro do governo. O posto é um interesse declarado do presidente Jair Bolsonaro.
 O que sabemos: quatro investigações e informações contidas em inquéritos da PF no Rio se relacionam com filhos ou pessoas próximas ao presidente, como o deputado Hélio Lopes e Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Um quinto caso envolveu o desejo do presidente de mudar o delegado da Receita Federal no Porto de Itaguaí. 
Bastidores: a escolha por Muzzi acalmou os ânimos dentro da PF. Havia expectativa de indicação de um nome com ligações com Bolsonaro. Muzzi não foi uma escolha do Planalto. 
Quem é: Tácio Muzzi tem 17 anos de Polícia Federal e já atuou em investigações contra chefes do jogo do bicho e contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins. Ele também coordenou o grupo de trabalho da Lava-Jato no Rio.

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